Assim como no returno do Brasileirão de 2010, o Cruzeiro entra no clássico com algumas vantagens: time todo à disposição, mais entrosado que o rival, e com torcida a favor. No entanto, naquela ocasião, foi o Atlético que saiu vencedor e complicou os celestes na luta pelo título. Jogadores como Thiago Ribeiro tiraram uma lição daquele fracasso, num momento teoricamente melhor, e vão para o duelo deste sábado, na Arena, cheio de precauções.
Segundo ele, o Cruzeiro entrou em campo no último clássico com excesso de confiança na vitória, pouco concentrado, e pagou um preço caro ao sair perdendo por 3 a 0. A reação foi insuficiente para evitar o revés por 4 a 3, em Uberlândia, com a torcida toda a favor.
Dessa vez, o espírito tem que ser outro. “Futebol é jogado dentro de campo. Todo mundo sabe que essa coisa de ‘estar conspirando a favor’ não funciona no futebol. No ano passado, o Cruzeiro era apontado com amplo favorito e fomos surpreendidos. Temos que ter isso como lição. Talvez a gente entrou muito mais ou menos no jogo, achando que a qualquer momento poderia vencer. E quando acordou, já era tarde. Temos que entrar a 200km por hora, não dar chances e conquistar essa vitória para o nosso torcedor”.
Na derrota para o rival por 4 a 3, Thiago Ribeiro foi o responsável pelos dois últimos gols do Cruzeiro. Neste sábado, ele quer marcar pela primeira vez na temporada e ajudar a manter a invencibilidade do time. “O ano está começando agora e agora é que você está adquirindo ritmo, a plena forma. Ter um clássico pela frente é bom, e é aí que você pode colocar em pratica tudo o que vem trabalhando. Nesses dois jogos do Mineiro eu não consegui marcar, no ano passado fui artilheiro, mas é começo, e na hora que o time mais precisar, vou conseguir fazer os gols. Tomara que seja agora, contra o Atlético, que eu possa ajudar o Cruzeiro a conquistar a vitória”.
Segundo o atacante, o clássico de agora é mais importante por preceder uma estreia na Copa Libertadores, na quarta-feira, contra o Estudiantes, o principal concorrente do Grupo 7.
“O clássico por si só motiva o jogador, todo mundo gosta de jogar clássico e, apesar de ser comecinho de temporada, a motivação por ser o clássico já existe e a motivação tem que ser maior, porque na quarta-feira a gente começa a nossa caminhada na Libertadores. Temos que ganhar mais moral para o jogo de quarta-feira, pela Libertadores”, disse Thiago Ribeiro.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Cuca relaciona Roger e mais 18 atletas para o clássico diante do maior rival
O técnico Cuca divulgou no final da manhã desta sexta-feira a relação dos atletas que vão disputar o clássico contra o Galo, válido pela terceira rodada do Campeonato Mineiro, neste sábado, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. O meia Roger foi a grande novidade da lista, depois de ficar fora dos dois primeiros compromissos oficiais do clube na temporada 2011.
Sem mistério, o treinador disse que o time não terá novidades e explicou a volta de Roger à lista."O Roger teve uma semana boa, começou um pouco debilitado em função de uma virose, mas está também na relação. Não tem mistério, o time é o mesmo do jogo com o Villa", afirmou.
A ausência mais notada voltou a ser a do atacante Farías, que ainda não entrou nos planos do treinador neste ano. O argentino também esteve fora das relações para as duas primeiras partidas do Estadual e do amistoso que o time disputou contra o Uberlândia, durante a pré-temporada.
O atacante Reis, que não integrou o elenco na rodada passada, diante do Villa Nova, voltou a figurar na lista de convocados, no lugar de André Dias, vetado pelo departamento médico.
A última atividade celeste antes do clássico não foi tática e nem técnica. Os jogadores participaram de um animado ‘rachão’, que contou com a presença do técnico Cuca no gol.
Confira a lista de relacionados para o clássico:
Goleiros: Fábio e Rafael
Laterais: Diego Renan, Rômulo e Pablo
Zagueiros: Edcarlos, Gil e Léo
Volantes: Henrique, Leandro Guerreiro e Pedro Ken
Meias: Montillo, Gilberto, Dudu e Roger
Atacantes: Thiago Ribeiro, Wallyson, Wellington Paulista e Reis
Sem mistério, o treinador disse que o time não terá novidades e explicou a volta de Roger à lista."O Roger teve uma semana boa, começou um pouco debilitado em função de uma virose, mas está também na relação. Não tem mistério, o time é o mesmo do jogo com o Villa", afirmou.
A ausência mais notada voltou a ser a do atacante Farías, que ainda não entrou nos planos do treinador neste ano. O argentino também esteve fora das relações para as duas primeiras partidas do Estadual e do amistoso que o time disputou contra o Uberlândia, durante a pré-temporada.
O atacante Reis, que não integrou o elenco na rodada passada, diante do Villa Nova, voltou a figurar na lista de convocados, no lugar de André Dias, vetado pelo departamento médico.
A última atividade celeste antes do clássico não foi tática e nem técnica. Os jogadores participaram de um animado ‘rachão’, que contou com a presença do técnico Cuca no gol.
Confira a lista de relacionados para o clássico:
Goleiros: Fábio e Rafael
Laterais: Diego Renan, Rômulo e Pablo
Zagueiros: Edcarlos, Gil e Léo
Volantes: Henrique, Leandro Guerreiro e Pedro Ken
Meias: Montillo, Gilberto, Dudu e Roger
Atacantes: Thiago Ribeiro, Wallyson, Wellington Paulista e Reis
Cuca pede a cruzeirenses que entrem na luta do pequeno Arthur contra a leucemia
No começo da semana, o goleiro Renan Ribeiro e o atacante Diego Tardelli, do Atlético, abraçaram a causa do pequeno Arthur, de três anos, contra a leucemia. O garotinho está internado no Hospital das Clínicas, em Belo Horizonte, em busca de um doador compatível para realizar o transplante de medula óssea, e se curar do câncer.
Nesta sexta-feira, véspera do clássico, foi a vez de Cuca e todo o elenco do Cruzeiro aderir à campanha para salvar a vida do atleticano mirim. O treinador fez um apelo à torcida cruzeirense de todo o estado para fazer o teste de compatibilidade e abraçar a campanha.
As amostras colhidas podem servir ainda para ajudar outras 36 pessoas no estado que necessitam do transplante de medula óssea.
”Eu queria fazer um pedido para um guerreirinho, que é garotinho torcedor do Atlético, o Arthur Donancio. Esteve lá no hospital essa semana o Renan Ribeiro e o Diego Tardelli, pedindo que se tivesse um doador compatível,. e infelizmente não teve um doador compatível. Então, a gente está pedindo também à torcida do Cruzeiro, se tiver alguém que queira fazer esse teste, para ajudar essa criança de três anos, independentemente de ela torcer para o Atlético ou o Cruzeiro. É uma criança, um ser humano”, disse Cuca.
Para fazer o cadastro de medula óssea, basta comparecer ao Hemominas (Alameda Ezequiel Dias, 321 - 3248-4516 ) e ter entre 18 e 55 anos. São 5ml de sangue que podem salvar uma vida. “A nossa campanha chama '5ml de esperança', porque um simples exame de sangue pode salvar a vida de muitas pessoas. Quando está fazendo o exame, todo mundo está doando esperança”, disse o pai de Arthur, Guilherme Donancio.
Nesta sexta-feira, véspera do clássico, foi a vez de Cuca e todo o elenco do Cruzeiro aderir à campanha para salvar a vida do atleticano mirim. O treinador fez um apelo à torcida cruzeirense de todo o estado para fazer o teste de compatibilidade e abraçar a campanha.
As amostras colhidas podem servir ainda para ajudar outras 36 pessoas no estado que necessitam do transplante de medula óssea.
”Eu queria fazer um pedido para um guerreirinho, que é garotinho torcedor do Atlético, o Arthur Donancio. Esteve lá no hospital essa semana o Renan Ribeiro e o Diego Tardelli, pedindo que se tivesse um doador compatível,. e infelizmente não teve um doador compatível. Então, a gente está pedindo também à torcida do Cruzeiro, se tiver alguém que queira fazer esse teste, para ajudar essa criança de três anos, independentemente de ela torcer para o Atlético ou o Cruzeiro. É uma criança, um ser humano”, disse Cuca.
Para fazer o cadastro de medula óssea, basta comparecer ao Hemominas (Alameda Ezequiel Dias, 321 - 3248-4516 ) e ter entre 18 e 55 anos. São 5ml de sangue que podem salvar uma vida. “A nossa campanha chama '5ml de esperança', porque um simples exame de sangue pode salvar a vida de muitas pessoas. Quando está fazendo o exame, todo mundo está doando esperança”, disse o pai de Arthur, Guilherme Donancio.
Cuca pede a cruzeirenses que entrem na luta do pequeno Arthur contra a leucemia
No começo da semana, o goleiro Renan Ribeiro e o atacante Diego Tardelli, do Atlético, abraçaram a causa do pequeno Arthur, de três anos, contra a leucemia. O garotinho está internado no Hospital das Clínicas, em Belo Horizonte, em busca de um doador compatível para realizar o transplante de medula óssea, e se curar do câncer.
Nesta sexta-feira, véspera do clássico, foi a vez de Cuca e todo o elenco do Cruzeiro aderir à campanha para salvar a vida do atleticano mirim. O treinador fez um apelo à torcida cruzeirense de todo o estado para fazer o teste de compatibilidade e abraçar a campanha.
As amostras colhidas podem servir ainda para ajudar outras 36 pessoas no estado que necessitam do transplante de medula óssea.
”Eu queria fazer um pedido para um guerreirinho, que é garotinho torcedor do Atlético, o Arthur Donancio. Esteve lá no hospital essa semana o Renan Ribeiro e o Diego Tardelli, pedindo que se tivesse um doador compatível,. e infelizmente não teve um doador compatível. Então, a gente está pedindo também à torcida do Cruzeiro, se tiver alguém que queira fazer esse teste, para ajudar essa criança de três anos, independentemente de ela torcer para o Atlético ou o Cruzeiro. É uma criança, um ser humano”, disse Cuca.
Para fazer o cadastro de medula óssea, basta comparecer ao Hemominas (Alameda Ezequiel Dias, 321 - 3248-4516 ) e ter entre 18 e 55 anos. São 5ml de sangue que podem salvar uma vida. “A nossa campanha chama '5ml de esperança', porque um simples exame de sangue pode salvar a vida de muitas pessoas. Quando está fazendo o exame, todo mundo está doando esperança”, disse o pai de Arthur, Guilherme Donancio.
Nesta sexta-feira, véspera do clássico, foi a vez de Cuca e todo o elenco do Cruzeiro aderir à campanha para salvar a vida do atleticano mirim. O treinador fez um apelo à torcida cruzeirense de todo o estado para fazer o teste de compatibilidade e abraçar a campanha.
As amostras colhidas podem servir ainda para ajudar outras 36 pessoas no estado que necessitam do transplante de medula óssea.
”Eu queria fazer um pedido para um guerreirinho, que é garotinho torcedor do Atlético, o Arthur Donancio. Esteve lá no hospital essa semana o Renan Ribeiro e o Diego Tardelli, pedindo que se tivesse um doador compatível,. e infelizmente não teve um doador compatível. Então, a gente está pedindo também à torcida do Cruzeiro, se tiver alguém que queira fazer esse teste, para ajudar essa criança de três anos, independentemente de ela torcer para o Atlético ou o Cruzeiro. É uma criança, um ser humano”, disse Cuca.
Para fazer o cadastro de medula óssea, basta comparecer ao Hemominas (Alameda Ezequiel Dias, 321 - 3248-4516 ) e ter entre 18 e 55 anos. São 5ml de sangue que podem salvar uma vida. “A nossa campanha chama '5ml de esperança', porque um simples exame de sangue pode salvar a vida de muitas pessoas. Quando está fazendo o exame, todo mundo está doando esperança”, disse o pai de Arthur, Guilherme Donancio.
Técnico usa psicologia para motivar jogadores para o grande clássico
Um clássico, por si só, já motiva qualquer jogador. Mas, nesse começo de ano, o técnico Cuca considera importante usar um pouco de psicologia para deixar o grupo cruzeirense ‘ligado’ para o jogo mais importante do estado, contra o rival Atlético, marcado para este sábado, às 17h, em Sete Lagoas, pelo Campeonato Mineiro.
Até aqui, o Cruzeiro enfrentou apenas o Uberlândia, em amistoso, e a Caldense e o Villa Nova, pelo Estadual. Às vésperas de um confronto tão importante e cheio de rivalidade, um ‘choque de motivação’ é bem-vindo. Por isso, ele tem conversado individualmente com os atletas sobre a importância da partida.
”Quando você está jogando domingo e quarta, seguidamente, os próprios jogos te deixam mais amadurecidos para as situações, a ponto de você já estar calibrado para aquela situação, sem precisar da motivação. Mas quando você está no começo da preparação, com dois, três jogos, é diferente e acho que cabe uma motivação extra, até para relaxar mais o jogador. Gosto de trabalhar com a psicóloga, temos a nossa aqui, mas para esse jogo específico, acho que a conversa individual com o jogador é importante”, disse Cuca.
O 'frangueiro' Cuca em ação
O treinador procurou principalmente os atletas mais jovens, que não estão acostumados a disputar clássicos. A intenção é passar confiança. “Falei com alguns que não tinham tido uma experiência num grande clássico, o que significa, passar para ele a responsabilidade e também a tranquilidade. Não adianta só passar pressão, senão ele vai jogar o clássico travado. Ele tem que ter alegria de disputar um momento desse e é tão bom ter essa oportunidade. Ele tem que desfrutar esse momento”.
Psicologia também não faltou no último trabalho antes do clássico. Em vez de promover um treino tático e passar orientações, Cuca realizou um rachão e atuou como goleiro. “É bom estar em contato com o pessoal, poder tirar um pouquinho a tensão que a gente tem. O ‘dois toques’ tira a tensão, porque eles vão concentrar agora, vão jogar amanhã e não ficam pensando em outra coisa que não seja o jogo, o clássico, a necessidade de ter que ganhar. Então, com isso, eles ficam conversando em cima do rachão, justamente para ter assunto, quem foi o pior, quem foi o troféu abacaxi, quem foi o melhor, a defesa que o goleiro fez. Isso é bom ter no nosso ambiente”, destacou. (UAI)
Até aqui, o Cruzeiro enfrentou apenas o Uberlândia, em amistoso, e a Caldense e o Villa Nova, pelo Estadual. Às vésperas de um confronto tão importante e cheio de rivalidade, um ‘choque de motivação’ é bem-vindo. Por isso, ele tem conversado individualmente com os atletas sobre a importância da partida.
”Quando você está jogando domingo e quarta, seguidamente, os próprios jogos te deixam mais amadurecidos para as situações, a ponto de você já estar calibrado para aquela situação, sem precisar da motivação. Mas quando você está no começo da preparação, com dois, três jogos, é diferente e acho que cabe uma motivação extra, até para relaxar mais o jogador. Gosto de trabalhar com a psicóloga, temos a nossa aqui, mas para esse jogo específico, acho que a conversa individual com o jogador é importante”, disse Cuca.
O 'frangueiro' Cuca em ação
O treinador procurou principalmente os atletas mais jovens, que não estão acostumados a disputar clássicos. A intenção é passar confiança. “Falei com alguns que não tinham tido uma experiência num grande clássico, o que significa, passar para ele a responsabilidade e também a tranquilidade. Não adianta só passar pressão, senão ele vai jogar o clássico travado. Ele tem que ter alegria de disputar um momento desse e é tão bom ter essa oportunidade. Ele tem que desfrutar esse momento”.
Psicologia também não faltou no último trabalho antes do clássico. Em vez de promover um treino tático e passar orientações, Cuca realizou um rachão e atuou como goleiro. “É bom estar em contato com o pessoal, poder tirar um pouquinho a tensão que a gente tem. O ‘dois toques’ tira a tensão, porque eles vão concentrar agora, vão jogar amanhã e não ficam pensando em outra coisa que não seja o jogo, o clássico, a necessidade de ter que ganhar. Então, com isso, eles ficam conversando em cima do rachão, justamente para ter assunto, quem foi o pior, quem foi o troféu abacaxi, quem foi o melhor, a defesa que o goleiro fez. Isso é bom ter no nosso ambiente”, destacou. (UAI)
Nove décadas de rivalidade e paixão
Cruzeiro e Atlético escrevem, neste sábado, às 17h, na Arena do Jacaré, um novo capítulo de uma história que completa 90 anos em 2011. Desde a primeira partida entre os clubes, em 1921, mais de 400 duelos foram travados, a maioria deles em Belo Horizonte, por torneios locais, regionais e nacionais. O primeiro foi um amistoso em 17 de abril de 1921, no antigo Estádio do Prado, em BH, onde hoje é o Batalhão da Polícia Militar, na rua Platina. Então Palestra Itália, o time cruzeirense venceu por 3 a 0, com dois gols de Atílio e um de Nani. Recém-criado, recebeu uma medalha de ouro pelo triunfo sobre o rival, fundado 13 anos antes e que na época dividia o posto de principal clube da cidade com o América.
"O jogo que mais me marcou durante meus 14 anos de Cruzeiro foi em 1967, quando perdíamos por 3 a 0 no segundo tempo, com um jogador a menos desde o primeiro tempo, o Tostão deixou a partida aos 5 minutos de jogo por contusão e mesmo assim empatamos"
Embora ainda não fosse o principal clássico de Belo Horizonte à época, o derby teve algumas importantes páginas de sua história escritas em sua primeira década. Foi em 1927 que o Atlético aplicou a maior goleada da história do clássico: 9 a 2, pelo Campeonato Mineiro, chamado Campeonato da Cidade. Na ocasião, o clube palestrino já estava eliminado do torneio e se vencesse provocaria uma decisão entre América e Atlético na última rodada. O Galo atropelou e ficou com o troféu. Anos mais tarde, em entrevista ao Estado de Minas, o atacante do Palestra, Ninão, alegou que os celestes teriam entregado a partida para evitar que o título ficasse mais uma vez com o América, então decacampeão mineiro, de 1916 a 1925.
Era apenas a primeira de muitas polêmicas que ocorreriam na história do clássico. A maior divergência até hoje está relacionada às estatísticas do duelo. De acordo com os números do Galo, foram 467 jogos, com 189 vitórias atleticanas, 123 empates e 155 triunfos azuis. Já nas contas do Cruzeiro são 449 confrontos, com 154 vitórias celestes, 119 empates e 176 triunfos do rival.
O desencontro se deve à política adotada pelos clubes. O Cruzeiro desconsidera amistosos e torneios extraoficiais disputados por times mistos, além de partidas com tempo regulamentar inferior a 90 minutos. Já o Atlético leva em conta os jogos nos quais os times estejam com uniforme oficial, haja arbitragem e seja respeitado o tempo definido pelo regulamento da competição em questão – nos primórdios, a duração das partidas, em alguns casos, era inferior a 90 minutos.
Com o Gigante, o clássico se agiganta
"No Mineiro de 1970, fizemos um grande jogo e a torcida do Atlético expandiu em alegria pois foi um desabafo. Havia muito tempo que o Galo não vencia o Cruzeiro. É muito bom fazer parte dessa história"
Até os anos 1950, o grande clássico da capital mineira era América x Atlético, times mais antigos e com maior número de títulos estaduais. Foi a partir dos anos 1960, com a inauguração do Mineirão, que o Cruzeiro roubou o posto do Coelho e passou a disputar com o Galo a hegemonia de Minas. Foi também com o Gigante da Pampulha que o clássico tomou grandes proporções de público e renda e passou a ter reconhecimento nacional. O primeiro duelo, em 24 de outubro de 1965, foi vencido pelo Cruzeiro por 1 a 0, com gol de Tostão, e assistido por 47.530 pagantes, público inimaginável para os padrões da torcida mineira à época.
Em pouco tempo, o clássico passou a ter média de público de aproximadamente 90 mil torcedores por partida. O ápice de bilheteria ocorreu no Mineiro de 1969, quando 123.351 pagantes viram o triunfo celeste por 1 a 0 – recorde de público pagante do Mineirão em toda a sua história.
Até mesmo nos jogos disputados no Gigante da Pampulha há diferença nas estatísticas. De acordo com o Cruzeiro, são 218 partidas, sendo 80 vitórias celestes, 69 empates e 69 derrotas. Para o Galo, foram 224 jogos, com 72 vitórias alvinegras, 71 empates e 81 derrotas.
Ídolos e jogos inesquecíveis
"Meu primeiro clássico, quando ganhamos de virada por 4 a 2 e eu marquei o gol da vitória, no Brasileirão, foi o início da grande identificação que tive com a camisa do Cruzeiro"
Nesses 90 anos, incontáveis craques mostraram seu talento no grande clássico mineiro. O cruzeirense Wilson Piazza disputou 47 – venceu 17, empatou 17 e perdeu 13. Apesar da experiência internacional e dos títulos da Copa do Mundo de 1970, da Libertadores de 1976 e do Brasileiro de 1966, ele confessa que enfrentar o arquirrival sempre teve sabor diferente. “Todo artista gosta de espetáculo com grande público e o clássico sempre carrega multidões aos estádios. Era o jogo que eu nunca queria ficar de fora, mesmo sabendo da dificuldade”.
O argentino Sorín, campeão da Liga dos Campeões pela Juventus e da Libertadores pelo River Plate, disputou oito jogos contra o Galo, também guarda boas recordações. “É um dos clássicos mais bonitos
"Sempre falo que não só fazer parte da história do clássico, mas da história do Atlético, é muito gratificante. Deixei o clube há quase 10 anos e, quando vou a BH, sou muito festejado pelo torcedor. São coisas que ninguém pode apagar"
que já presenciei, é um clássico nacional, mas é uma disputa de quem vai ser o dono da região. Meu primeiro jogo foi inesquecível, pelo Brasileiro de 2000, ganhamos por 4 a 2. Perdíamos de 2 a 0 e eu tive a felicidade de fazer o gol da virada”.
O ex-atacante do Galo Dario volta mais de 30 anos no tempo para relembrar seu clássico mais marcante. “Sem dúvida foi pelo Campeonato Mineiro de 1970, quando o Atlético ganhou de 2 a 1. O time do Cruzeiro era uma máquina. Tinha Raul, Natal, Dirceu Lopes, Zé Carlos, Tostão e Piazza. E o Atlético ganhou com dois gols de Dadá, né?”, brinca o jogador, autor de oito gols em 25 confrontos contra o time celeste.
Um dos ídolos recentes da torcida alvinegra, Guilherme balançou as redes cruzeirenses nove vezes com a camisa atleticana e também fez gol no Galo vestindo as cores celestes: marcou dois em partida pelo Mineiro de 2004. Ele, contudo, aponta os jogos pelas quartas de final do Brasileiro de 1999, quando defendia o alvinegro, como os mais especiais: “Principalmente pelas circunstâncias, pois falavam que o Atlético não tinha estrutura e tecnicamente o Cruzeiro era superior. Mas o nosso time estava unido. Por tudo isso e ainda valendo vaga em semifinal de Brasileiro foi inesquecível. Curioso que nesta semana gravei em DVD´s alguns gols que marquei, inclusive esses de 1999. Boas lembranças”.
"O jogo que mais me marcou durante meus 14 anos de Cruzeiro foi em 1967, quando perdíamos por 3 a 0 no segundo tempo, com um jogador a menos desde o primeiro tempo, o Tostão deixou a partida aos 5 minutos de jogo por contusão e mesmo assim empatamos"
Embora ainda não fosse o principal clássico de Belo Horizonte à época, o derby teve algumas importantes páginas de sua história escritas em sua primeira década. Foi em 1927 que o Atlético aplicou a maior goleada da história do clássico: 9 a 2, pelo Campeonato Mineiro, chamado Campeonato da Cidade. Na ocasião, o clube palestrino já estava eliminado do torneio e se vencesse provocaria uma decisão entre América e Atlético na última rodada. O Galo atropelou e ficou com o troféu. Anos mais tarde, em entrevista ao Estado de Minas, o atacante do Palestra, Ninão, alegou que os celestes teriam entregado a partida para evitar que o título ficasse mais uma vez com o América, então decacampeão mineiro, de 1916 a 1925.
Era apenas a primeira de muitas polêmicas que ocorreriam na história do clássico. A maior divergência até hoje está relacionada às estatísticas do duelo. De acordo com os números do Galo, foram 467 jogos, com 189 vitórias atleticanas, 123 empates e 155 triunfos azuis. Já nas contas do Cruzeiro são 449 confrontos, com 154 vitórias celestes, 119 empates e 176 triunfos do rival.
O desencontro se deve à política adotada pelos clubes. O Cruzeiro desconsidera amistosos e torneios extraoficiais disputados por times mistos, além de partidas com tempo regulamentar inferior a 90 minutos. Já o Atlético leva em conta os jogos nos quais os times estejam com uniforme oficial, haja arbitragem e seja respeitado o tempo definido pelo regulamento da competição em questão – nos primórdios, a duração das partidas, em alguns casos, era inferior a 90 minutos.
Com o Gigante, o clássico se agiganta
"No Mineiro de 1970, fizemos um grande jogo e a torcida do Atlético expandiu em alegria pois foi um desabafo. Havia muito tempo que o Galo não vencia o Cruzeiro. É muito bom fazer parte dessa história"
Até os anos 1950, o grande clássico da capital mineira era América x Atlético, times mais antigos e com maior número de títulos estaduais. Foi a partir dos anos 1960, com a inauguração do Mineirão, que o Cruzeiro roubou o posto do Coelho e passou a disputar com o Galo a hegemonia de Minas. Foi também com o Gigante da Pampulha que o clássico tomou grandes proporções de público e renda e passou a ter reconhecimento nacional. O primeiro duelo, em 24 de outubro de 1965, foi vencido pelo Cruzeiro por 1 a 0, com gol de Tostão, e assistido por 47.530 pagantes, público inimaginável para os padrões da torcida mineira à época.
Em pouco tempo, o clássico passou a ter média de público de aproximadamente 90 mil torcedores por partida. O ápice de bilheteria ocorreu no Mineiro de 1969, quando 123.351 pagantes viram o triunfo celeste por 1 a 0 – recorde de público pagante do Mineirão em toda a sua história.
Até mesmo nos jogos disputados no Gigante da Pampulha há diferença nas estatísticas. De acordo com o Cruzeiro, são 218 partidas, sendo 80 vitórias celestes, 69 empates e 69 derrotas. Para o Galo, foram 224 jogos, com 72 vitórias alvinegras, 71 empates e 81 derrotas.
Ídolos e jogos inesquecíveis
"Meu primeiro clássico, quando ganhamos de virada por 4 a 2 e eu marquei o gol da vitória, no Brasileirão, foi o início da grande identificação que tive com a camisa do Cruzeiro"
Nesses 90 anos, incontáveis craques mostraram seu talento no grande clássico mineiro. O cruzeirense Wilson Piazza disputou 47 – venceu 17, empatou 17 e perdeu 13. Apesar da experiência internacional e dos títulos da Copa do Mundo de 1970, da Libertadores de 1976 e do Brasileiro de 1966, ele confessa que enfrentar o arquirrival sempre teve sabor diferente. “Todo artista gosta de espetáculo com grande público e o clássico sempre carrega multidões aos estádios. Era o jogo que eu nunca queria ficar de fora, mesmo sabendo da dificuldade”.
O argentino Sorín, campeão da Liga dos Campeões pela Juventus e da Libertadores pelo River Plate, disputou oito jogos contra o Galo, também guarda boas recordações. “É um dos clássicos mais bonitos
"Sempre falo que não só fazer parte da história do clássico, mas da história do Atlético, é muito gratificante. Deixei o clube há quase 10 anos e, quando vou a BH, sou muito festejado pelo torcedor. São coisas que ninguém pode apagar"
que já presenciei, é um clássico nacional, mas é uma disputa de quem vai ser o dono da região. Meu primeiro jogo foi inesquecível, pelo Brasileiro de 2000, ganhamos por 4 a 2. Perdíamos de 2 a 0 e eu tive a felicidade de fazer o gol da virada”.
O ex-atacante do Galo Dario volta mais de 30 anos no tempo para relembrar seu clássico mais marcante. “Sem dúvida foi pelo Campeonato Mineiro de 1970, quando o Atlético ganhou de 2 a 1. O time do Cruzeiro era uma máquina. Tinha Raul, Natal, Dirceu Lopes, Zé Carlos, Tostão e Piazza. E o Atlético ganhou com dois gols de Dadá, né?”, brinca o jogador, autor de oito gols em 25 confrontos contra o time celeste.
Um dos ídolos recentes da torcida alvinegra, Guilherme balançou as redes cruzeirenses nove vezes com a camisa atleticana e também fez gol no Galo vestindo as cores celestes: marcou dois em partida pelo Mineiro de 2004. Ele, contudo, aponta os jogos pelas quartas de final do Brasileiro de 1999, quando defendia o alvinegro, como os mais especiais: “Principalmente pelas circunstâncias, pois falavam que o Atlético não tinha estrutura e tecnicamente o Cruzeiro era superior. Mas o nosso time estava unido. Por tudo isso e ainda valendo vaga em semifinal de Brasileiro foi inesquecível. Curioso que nesta semana gravei em DVD´s alguns gols que marquei, inclusive esses de 1999. Boas lembranças”.
Amigos, amigos, paixão à parte
A paixão de um torcedor pelo futebol quase sempre é algo inexplicável. Envolve discussões, brincadeiras, provocações sadias ou não, algumas brigas, troca de ofensas e muita vibração pelo gol de sua equipe ou pelo mau momento do adversário. O ideal seria que a situação se normalizasse depois, com a tranquilidade e a paz restauradas e tudo voltando a ser como antes. Principalmente, em um clássico como Cruzeiro x Atlético de hoje, às 17h, na Arena do Jacaré, pela terceira rodada do Campeonato Mineiro, em que as diferenças se intensificam e a relação entre grandes amigos deve ser mantida, sem que a rivalidade e a violência deem lugar ao respeito mútuo e à cordialidade.
Há quem tente limitar essa paixão ao campo de jogo ou às provocações dentro do limite do razoável. O professor universitário Carlos Magno Torres, de 54 anos, por exemplo, nutre há quatro décadas amizade com o advogado Caio Mário Mendonça, de 52. Eles se conheceram ainda na infância, quando estudaram no Colégio Arnaldo, jogaram partidas de futebol juntos, frequentaram os mesmos lugares. Porém, cada um seguiu sua profissão e escolheram times diferentes para torcer: Carlos é cruzeirense e Caio, atleticano. Eles sempre arrumam tempo livre para se encontrar nas segundas-feiras e contar as novidades da semana. Todavia, o assunto principal continua a ser o futebol: comentam as partidas de suas equipes, as principais jogadas e ainda sugerem soluções para o sucesso dos dois clubes no ano.
A convivência é muito tranquila. Cada um tem sua preocupação e trabalho, mas a vida de ambos está ligada, sobretudo pela rivalidade que cerca o esporte. Não há como evitar essa ou aquela provocação, mas a união e a felicidade falam mais alto. “Mantemos respeito um com o outro e somos gentis. A amizade prevalece. Nós discutimos futebol toda semana e continuamos sendo grandes companheiros”, diz Carlos Magno, fã do ex-zagueiro Luisinho, que passou por Villa Nova, Galo e Cruzeiro e disputou a Copa do Mundo de 1982. Ele conta que sua mulher é atleticana, mas não há brigas por causa de futebol: “Temos um trato. Eu vejo os jogos do Galo e ela assiste aos do Cruzeiro, mas ficamos calados”.
O professor e o advogado assistiram juntos a vários clássicos nos anos 1970 e 1980 – quando os ingressos para as torcidas de Raposa e Galo ainda não eram vendidos separadamente. Os dois amigos adoravam a geração de Palhinha, Dirceu Lopes, Natal, Dario, Luisinho, Reinaldo, que encantou os gramados mineiros. Atualmente, por causa da violência, eles preferem acompanhar os jogos pela TV e, em seguida, discutir os lances.
Caio lamenta o fechamento do Mineirão para reformas com vistas à Copa do Mundo de 2014. Ele não concorda com a realização de partidas na Arena do Jacaré: “Os ingressos são caros e o deslocamento até Sete Lagoas é longo. Os clubes perdem recursos, e o torcedor não vai ao estádio. Com isso, o futebol fica mais pobre e as equipes não têm como contratar bons jogadores, porque as rendas são baixas. Por isso, Cruzeiro e Atlético deveriam cobrar do governo o adiantamento das obras, pelo menos do Independência, que é a segunda casa do futebol em Belo Horizonte”.
SEGURANÇA Consciente da paixão do torcedor brasileiro pelo futebol, ambos têm a mesma opinião quando o assunto é garantir a segurança nos estádios: “As pessoas têm de reconhecer seus direitos, limites e obrigações, e o Estado deve fiscalizar tudo isso. Ele deve organizar para que haja o bem-estar de quem quer prestigiar o jogo. Além disso, o torcedor quer e tem direito de assistir a um bom espetáculo”, critica o atleticano.
Para evitar confusões entre torcidas organizadas e tragédias – como o assassinato do cruzeirense Otávio Fernandes, de 19 anos, em novembro do ano passado, depois de um briga com torcedores do Atlético, na Região da Savassi –, o professor cobra mais atitude das autoridades: “A sensação de impunidade prejudica o espetáculo. Com o respeito, tudo muda. Se tivermos esse olhar, a situação será diferente”.
Já o advogado cita alguns fatores que provocam violência nos estádios: “Rivalidade existe no mundo inteiro, em clássicos da Espanha, da Inglaterra e da Itália. O próprio clima de disputa, a impunidade, além do álcool e drogas, provocam a violência. É necessário que a Justiça faça sua parte, mantendo a ordem e condenando os que atrapalham a festa”, diz o advogado.
Em relação ao clássico de hoje, Carlos Magno não tem dúvida: “Vai ser 3 a 0 para o Cruzeiro, que tem de provar para o rival que é time de verdade”. Caio, por sua vez, prefere não opinar: “Clássico é clássico. Há muita rivalidade e equilíbrio”.
Há quem tente limitar essa paixão ao campo de jogo ou às provocações dentro do limite do razoável. O professor universitário Carlos Magno Torres, de 54 anos, por exemplo, nutre há quatro décadas amizade com o advogado Caio Mário Mendonça, de 52. Eles se conheceram ainda na infância, quando estudaram no Colégio Arnaldo, jogaram partidas de futebol juntos, frequentaram os mesmos lugares. Porém, cada um seguiu sua profissão e escolheram times diferentes para torcer: Carlos é cruzeirense e Caio, atleticano. Eles sempre arrumam tempo livre para se encontrar nas segundas-feiras e contar as novidades da semana. Todavia, o assunto principal continua a ser o futebol: comentam as partidas de suas equipes, as principais jogadas e ainda sugerem soluções para o sucesso dos dois clubes no ano.
A convivência é muito tranquila. Cada um tem sua preocupação e trabalho, mas a vida de ambos está ligada, sobretudo pela rivalidade que cerca o esporte. Não há como evitar essa ou aquela provocação, mas a união e a felicidade falam mais alto. “Mantemos respeito um com o outro e somos gentis. A amizade prevalece. Nós discutimos futebol toda semana e continuamos sendo grandes companheiros”, diz Carlos Magno, fã do ex-zagueiro Luisinho, que passou por Villa Nova, Galo e Cruzeiro e disputou a Copa do Mundo de 1982. Ele conta que sua mulher é atleticana, mas não há brigas por causa de futebol: “Temos um trato. Eu vejo os jogos do Galo e ela assiste aos do Cruzeiro, mas ficamos calados”.
O professor e o advogado assistiram juntos a vários clássicos nos anos 1970 e 1980 – quando os ingressos para as torcidas de Raposa e Galo ainda não eram vendidos separadamente. Os dois amigos adoravam a geração de Palhinha, Dirceu Lopes, Natal, Dario, Luisinho, Reinaldo, que encantou os gramados mineiros. Atualmente, por causa da violência, eles preferem acompanhar os jogos pela TV e, em seguida, discutir os lances.
Caio lamenta o fechamento do Mineirão para reformas com vistas à Copa do Mundo de 2014. Ele não concorda com a realização de partidas na Arena do Jacaré: “Os ingressos são caros e o deslocamento até Sete Lagoas é longo. Os clubes perdem recursos, e o torcedor não vai ao estádio. Com isso, o futebol fica mais pobre e as equipes não têm como contratar bons jogadores, porque as rendas são baixas. Por isso, Cruzeiro e Atlético deveriam cobrar do governo o adiantamento das obras, pelo menos do Independência, que é a segunda casa do futebol em Belo Horizonte”.
SEGURANÇA Consciente da paixão do torcedor brasileiro pelo futebol, ambos têm a mesma opinião quando o assunto é garantir a segurança nos estádios: “As pessoas têm de reconhecer seus direitos, limites e obrigações, e o Estado deve fiscalizar tudo isso. Ele deve organizar para que haja o bem-estar de quem quer prestigiar o jogo. Além disso, o torcedor quer e tem direito de assistir a um bom espetáculo”, critica o atleticano.
Para evitar confusões entre torcidas organizadas e tragédias – como o assassinato do cruzeirense Otávio Fernandes, de 19 anos, em novembro do ano passado, depois de um briga com torcedores do Atlético, na Região da Savassi –, o professor cobra mais atitude das autoridades: “A sensação de impunidade prejudica o espetáculo. Com o respeito, tudo muda. Se tivermos esse olhar, a situação será diferente”.
Já o advogado cita alguns fatores que provocam violência nos estádios: “Rivalidade existe no mundo inteiro, em clássicos da Espanha, da Inglaterra e da Itália. O próprio clima de disputa, a impunidade, além do álcool e drogas, provocam a violência. É necessário que a Justiça faça sua parte, mantendo a ordem e condenando os que atrapalham a festa”, diz o advogado.
Em relação ao clássico de hoje, Carlos Magno não tem dúvida: “Vai ser 3 a 0 para o Cruzeiro, que tem de provar para o rival que é time de verdade”. Caio, por sua vez, prefere não opinar: “Clássico é clássico. Há muita rivalidade e equilíbrio”.
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